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24/05/2010 - Londres - Cem dias seriam poucos

Há muitos lugares para se visitar em Londres. Primeiro, porque está cidade tem quase mil anos de história e, portanto, muitos personagens famosos nasceram, viveram ou morreram aqui. Segundo, porque ela foi à capital do “Império onde o sol nunca se punha”, um vasto conjunto de colônias espalhadas por todos os continentes da terra. Hoje, caminhando por suas ruas, vemos um pouco de cada lugar que já foi dominado pelos britânicos, seja através de monumentos e artefatos, seja através das pessoas que vieram das colônias para viver aqui. Não é a toa que Londres é uma das capitais mais visitadas do mundo. Todos os dias crescem o número de atrações voltadas ao turismo. São centenas de opções para todos os gostos que cobrem desde passeios no rio Tâmisa até caminhadas noturnas para conhecer os locais dos assassinados de Jack, o estripador.

A quantidade de parques e museus é imensa. Tem museus de tudo. Desde coleção de leques até de aviões de guerra. Os museus públicos são gratuitos e abertos sete dias por semana. Alguns deles são realmente grandes, como é o caso do museu de História Natural, do Victoria & Albert e do impressionante museu Britânico. Mas, além de muita história, Londres também tem muitos parques. São centenas deles espalhados pelas cidades, fazendo desta uma das capitais mais verdes do mundo. O meu preferido é o Regent´s Park, por causa dos seus gramados, jardins, lagos e o imperdível Rose Gardens (Jardim das Rosas). Imperdíveis também são o Hyde Park, San James Park e o jardim botânico Kew Gardens.

 

Londres também é a terra dos shows, concertos e do teatro. Basta olhar os anúncios no metro para ficar perdido no meio de tantas opções. Só nos próximos meses se apresentarão por aqui nomes como Paul Macartney, Aerosmith, Black Eyes Peas, entre outros. Teatro então, nem se fala. São dezenas de diferentes opções, desde peças consagradas como “O Fantasma da Opera” até produções recentes, como o musical “ Wicked”.

Agora, se há algo que facilita muito ao turista conhecer a cidade é o transporte público londrino, que aqui funciona muito bem. Trem, ônibus e metro são totalmente integrados e é possível chegar a qualquer local ou atração usado a combinação destes meios. São pontuais e relativamente limpos. Não é um transporte barato, mas pode-se economizar muito comprando passes diários ou semanais. Apesar de ser considerada uma das cidades mais caras da Europa, Londres tem também coisas muito baratas. Roupas, tênis, e alguns eletrônicos podem ser comprados mais baratos que no Brasil. Basta procurar lojas como a Prymarc, National Sports, Carphone Warehouse ou Argos, especializadas em desconto. Vale à pena pesquisar e trazer uma mala extra para levar algumas lembranças.

 

Acho que cem dias seriam poucos para conhecer esta cidade. Isto sem falar nos arredores e bairros mais distantes. Agora, se você não tem cem dias, compre um bom guia e trace uma estratégia para conhecer o mais que puder, durante o tempo que tiver. Afinal, uma viagem a Londres não é para se descansar e sim para caminhar.

 

Peter Goldschmidt
Membro da Família Goldschmidt e consultor de turismo da Gold Trip, uma agência de viagem especializada em América Latina.
www.familiagold.com.br  //  www.goldtrip.com.br


* Fotos Família Goldschmidt e Eduardo Bovo Junior

** Este diário se refere à viagem da Família Goldschmidt a Londres a partir de Maio de 2010.

 

Palácio de Buckingham

Victoria Station

 

Barcas no rio Tâmisa

Museu de história Natural

 

San James Park

Variedades de show

 

Picadilly Circus

Transporte para qualquer lugar

 

Típico ônibus londrino

Família Goldschmidt esperando o trem

 

Família Goldschmidt

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